Sabemos que o tratamento da obesidade não é fácil. Todo mundo que já tentou emagrecer se frustrou pelo menos uma vez com os resultados. Infelizmente isso gera campo fértil para mitos e, às vezes, decepções sobre emagrecimento. É importante lembrar que, se houvesse via “fácil”, não teríamos tantos indivíduos com obesidade no mundo. Esqueça remédios “naturais” e “milagrosos”: se fossem tão bons assim, porque ninguém estudou? Aproveitando que sexta-feira foi o Dia Mundial da Obesidade, e que as sociedades de Endocrinologia estão promovendo o tema #obesidadeeutratocomrespeito vamos desmentir 4 mitos comuns sobre o tema. Está sem tempo? Pula para o final e confira o infográfico resumido!
Fuja de falsas informações!
Na realidade, não poderia ser mais o oposto! Quem defendia essa ideia achava que, ao perder peso mais rápido, o indivíduo perderia mais massa muscular, que tem maior taxa metabólica. Logo, o que ocorreria seria que o metabolismo teria maior queda e, no longo prazo, seria pior. Antigamente se recomendava em guidelines ter perda “gradual” de peso. No entanto, os estudos mais recentes mostram outro cenário. O estudo mais contundente sobre o tema foi publicado na revista LANCET, em 2014, e demonstrou que, independente da velocidade de perda de peso, a fase de reganho de peso é sempre igual, ou seja, quem perdia peso mais rápido não reganhava mais rápido. No entanto, quem perdia peso mais rápido ficava mais motivado e tinha maior probabilidade de perder mais peso (80% dos indivíduos que perdiam peso rápido atingiram o alvo de perda de peso do estudo, contra 63% dos que perdiam peso gradualmente). Além disso, a perda de massa muscular foi exatamente igual entre os grupos.
Essa até cansa. Cada ano vem à tona uma dieta da moda, com a promessa de ser muito melhor e milagrosa. Nem dá tempo de se decepcionar e já surge uma nova promessa. O tema já é superado na ciência. Grandes estudos, como o POUNDS LOST e o DIETFITS já compararam diversas composições de dietas e a conclusão sempre é a mesma: não importa se é low-carb, se é low-fat, o que importa é restringir calorias. Uma dieta de 1000 kcal low-carb gera a mesma quantidade de perda de peso que uma dieta de 1000 kcal low-fat. O importante é achar uma dieta que funcione para você. Na realidade, os resultados são tão semelhantes entre dietas diferentes, que em 2013 um artigo do JAMA chamado “A call for an End to the Diet Debate” citou 4 metanálises com o mesmo resultado: não importava a composição da dieta, o importante era cortar calorias e propôs parar de repetir os mesmos trials, com diferentes dietas, que sempre chegavam nesse resultado. A questão aqui é – não perca seu tempo e energia acreditando numa dieta milagrosa. Procure uma que funcione para você e invista nela.
Esse mito também é clássico. O que acontece aqui é uma confusão de conceitos. Toda perda de peso cursa com um reganho de peso posterior quando se interrompe o tratamento. A curva em geral é parecida com a abaixo:
Reganho de peso
Infelizmente, por motivos que vamos comentar em posts futuros, nosso corpo tenta voltar para o peso inicial quando paramos um tratamento de perda de peso, como se fosse um estilingue. Quando se usa medicação, perdemos mais peso, então o efeito do reganho ao parar a medicação é maior.Espera, isso quer dizer que devo usar remédio para sempre? Depende. Alguns pacientes sim, afinal obesidade é uma doença crônica. Muitos não precisam. Isso quer dizer que a manutenção do peso perdido é a fase mais importante do tratamento. Nessa fase o médico deve criar uma estratégia de vigilância ativa com o paciente. Muitos largam o tratamento quando atingem o peso que desejam, e isso é uma das causas do famoso efeito “sanfona”.
Não! Esse conceito vem desde a década de 80, e já foi desmentido após os anos 2000.Veja, antes se achava que comer de 3 em 3 horas acelerava o metabolismo e ajudava a perder peso.
Uma revista de nutrição, Advances in Nutrition, reviu as evidências em 2014 e chegou à conclusão que uma mesma dieta (por exemplo, 1500 kcal), dividida em refeições de 3 em 3 horas ou apenas 2-3 vezes no dia gerava a mesma perda de peso. Todos os artigos que mediram metabolismo, mesmo com técnicas avançadas, como uso de água duplamente marcada, indicaram que a taxa de metabolismo fica exatamente igual. Pasmem: a única diferença encontrada foi que quem comia de 3 em 3 horas referia mais fome, talvez por se habituar a comer com maior frequência.
Vale destacar – na vida real é difícil manter uma dieta com poucas calorias e lanches frequentes. A maioria das pessoas acaba ingerindo lanches pouco nutritivos por “obrigação”.
Confira no infográfico abaixo um resumo:
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